sexta-feira, 5 de julho de 2013

Lucidez Poética


-Ah! Se é verdade que...ao envelhecer,
-O meu rosto perdeu o viço da juventude...
(Pois já não sou mais aquele porongo d’outrora...ora!)
-A minha epiderme plissou-se de rugas...
(Impiedosas...ara!)
-Os meus longos e fartos cabelos negros se argentaram...
E a alumiar-me a venerável fronte, iluminaram-me, também,
A face...e, ao meu olhar o enluaram de bondade...

-Ora! Também é verdade que...não obstante
Esses rastros marcantes da ancianidade,
Nada...mas nada de nadidinha, mesmo,
(Do que em mim esplendia 
Em minha saudosa juventude)
Esmaeceu-se em mim...ao longo do trajeto
Dessa minha já tão alongada vida:
-Nem os sonhos tresvariados de devaneios...
(Cheinhos de doces fantasias transitórias...)
-Nem o jeito maroto de garoto...brejeiro,
Travesso...terno e safadinho...
-Nem tampouco esvaneceu em mim
A alma...sensível, criativa e gentil,
De doce e generoso poetinha...
Que embora ainda não tão conhecido,
Já há quem gosta de ler o que,
Despretensiosamente,
Declino...todos os dias,
Com muito amor, enfim...

-Ah! Ess´alma...sensível, criativa e  gentil,
 Ainda hoje...fremente em mim esplende...
(Claro, em versins singelos
E em poeminhas graciosos...ora!)
E vez que há em mim essa tamanha lucidez,
Não há então por que sorver-me
Em prantos inúteis,
Nem tampouco por que quedar-me, agora,
Em intermináveis saudosos lamentos...
Portanto...ledo, d’ora avante...
Vou dedicar-me tão-somente a tecer:
- Versins... Poesias e poeminhas, tantos,
De uma ternura tão simples...
Que...certamente, quem os lê...
Desfalecerá de encantamentos...

 Montes Claros(MG), 13-03-2011
RELMendes





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