quinta-feira, 13 de junho de 2013

Divina Expectativa




Não sei de onde virá,
Mas um novo amor
É o que espero...
Pobre ou rico pouco importa
Mas, que se achegue sorrateiro...
Venha partilhar...e fique! 

Basta... trazer consigo:
Um olhar suplicante,
Uma simples atitude de oferta,
Uma disposição de caminhar juntos...
Ah! E sem hesitar,
Lançar-se ao meu encontro!    

Então...
Logo saberá que sou sua pertença,     
E que ele (o novo amor)...é minha 
Porque o acolherei em meu regaço...
E desprevenido...adormecerei no dele!...

Não precisa dizer nada
Nem tampouco se explicar tanto.
Também não lhe direi nada!
Apenas olharei em seus olhos
Para precipitar o acontecer
Desse esperado momento.

E por fim...
Degustaremos juntinhos
A sensação lúdica de estarmos vivos            
Para recomeçar a amar
Mais uma vez ainda,
Ou simplesmente...
Novamente......ora!

Montes Claros (MG), 21-09-2007
RELMendes
       

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O amor da moça bonita de Ibiaí

                   Josélia Mendes



-Lá nesse formoso rincão das Gerais...
Onde o “Velho Chico” beija...libidinoso,
As areias quentes desse balneário ribeirinho,
Começou a inefável saga de amor
De um professor forasteiro, – meu irmão Tião Mendes-,
Com uma bela ribeirinha, a encantadora sertaneja Josélia.
-(uma verdadeira Cláudia Cardinale do agreste)-

-Ah! Ao ver se espelharem...
Nas caudalosas águas do grande rio... “Velho Chico”,
Os fascinantes olhos negros da bonita ribeirinha...
Embriagou-se de paixão o seduzido forasteiro,
Como se aguardente houvesse ingerido...
E ao ser trespassado pela dourada flecha do amor
Que, sem dó, o “Cupido” lançou-lhe ao coração...
Para...deliberadamente, ferir-lhe de paixão  
O peito aberto e desprevenido...
O dito forasteiro, então, sucumbira de eterno amor
Pela bonita moça de Ibiaí, que por ele também se apaixonara...
E...por conta de tanto amor, generosamente compartilhado,
A bela moça ribeirinha agraciou o forasteiro professor apaixonado
Com três preciosos tesouros: RENAT, YURI e a graciosa VITÓRIA!

Montes Claros, 26-01-2013

RELMendes

domingo, 2 de junho de 2013

O bandolim e o amor


Ao som dos acordes de um bandolim
Não há amor medroso nem tímido,
Toda a sua ânsia se torna incontida,
                             ...Ninguém o doma!

Ao som dos acordes de um bandolim
O amor, n`alma,  luta,
Estrebucha, se inflama...
E perde a cadencia lenta!

                       ...E por fim,
O amor se deleita afoito
Sob o som de soluços silentes,
Porque a paixão não admite se`s
Quando atiçada pelos belos acordes
De um bandolim!...   

Montes Claros (MG)-24-05-2013
RELMendes  

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Eco do Silêncio Interior




-Eu quero o eco do silêncio interior!

-Questionei-me então a mim mesmo:

-Mas que eco do silêncio é esse
Que tanto apetece-me à alma
Que de ledo peregrino tenho?

-Disse-me então a mim mesmo:
O eco do silêncio interior...ora!

-Mas a troco de quê
E como sem dor e nem medo
Hei de obter esse tal eco do silêncio
Para ouvi-lo e degustá-lo melhor?...

-Eu quero o eco do silêncio interior!

-Ora!... Esse eco do silêncio interior
Tão-somente ressoa ou ecoa
No imo de mim ou no imo de ti
Se a cada um de nós...individualmente,
Aprouver ouví-lo ecoar
As muitas verdades
Sobre aquilo que somos
E que em nós as bem escondemos
Até de nós mesmos enfim
   
-Eu quero o eco do silêncio interior!

-Ah! Esse eco do silêncio silente
Que sereniza ou acelera
A já veloz cadência de tudo
Que dentro de mim
Fremente clama:
Mágoas de mim...
Pelos beijos que não roubei
Ressentimentos de mim...
Pelos versos que não escrevi
Raiva de mim
Pelos sonhos e sonhos
Que não sonhei brincando
Como criança feliz
E pelos tantos desejos
Que não os debulhei
Na hora em que os deveria
Debulhar e debulhar etc etc

-Eis ai o porquê
Eu quero o eco do silêncio interior
Pois esses curiosos adereços mentais
Eu de há muito os tenho
E bem os escondo no imo de mim
Entretanto se eu o permitir
O eco do silêncio interior os desnuda
Despudoradamente sem pena nem dó
E isso me parece muito bom
Para que eu possa saber
Quem verdadeiramente sou

-Eu quero o eco do silêncio interior!
  
-Por fim... eu quero porque quero
O eco do silêncio interior...
Quer a troco da serenidade
Que a mim e a todos encanta
Quer a troco da turbulência
Do encontro de mim comigo mesmo
Quer quem sabe ainda
A troco tão-somente de saciar-me
A apetência de ouvir
Ainda que por instantes
Esse tão divino e curioso silêncio
Que embora silente balbucia
Coisas e mais coisas
De mim e sobre mim...ora!  

-Ah!... Eu quero o eco do silêncio interior!

Montes Claros (MG), 20-04-2013

RELMendes

terça-feira, 21 de maio de 2013

Retorno Inútil




-Voltaste?!...
Ledo, bradei
A derramar-me de alegria.

No recôndito d`alma,
Clamei, a mim mesmo:
Que não partas mais,
Quem dera!...

 -“Voltei!
 -Talvez por sandice”,
Quem sabe?!

Olhaste-me...
Pesarosa e incerta.
Também eu, por algum tempo,
Te observei incerto...

Então,
Por não ser eu tua alma afim,
Partiste...
E comovido,
Aqui eu fiquei!

Montes Claros, 30-01-1976

RELMendes

terça-feira, 14 de maio de 2013

...O grito da vida!



Se concluída a gestação,
A natureza te inflige a abandonar
O aconchego quente do útero materno,
Proponho-te que, já no proscênio,
Proteste gritando, proteste aos berros!...
Logo que do parto, na terra te derrames,
Prove tua existência, gritando aos berros!...

FRAGMENTO I de “Percurso”
REL Mendes- maio/ 2013

domingo, 12 de maio de 2013

...Um rosto!



Se te dá gosto conhecê-lo,
Escolha, na ladainha, aquele
Que do teu agrado seja:

Um rosto dolorido,
Um rosto triste,
Um rosto espantado,
Um rosto assustado,
Um rosto empalamado,
Um rosto faminto,
Um rosto de muitas máscaras,
Quem sabe, um rosto versátil
                                ...de artista?

Fragmento II de “ Percurso”
Montes Claros, 07-05-2013
REL Mendes