segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Desvairada transparência!

-Quando estou como estou agora
Pássaro ferido de amor
Não silencio nem me escondo
Posto que declamo esse amor
Em versos poemas ou poesias
Em qualquer esquina que paro
Para quem quiser me ouvir
Nem postergo o seu conhecimento
Para depois de amanhã
Posto que agora em um botequim qualquer
Declino-o sem pundonores algum
Para que todos saibam antecipadamente
A qualquer especulação duvidosa   
Que estou pássaro ferido de amor

Então por favor
Lancem depressa por ai afora
Quem sabe quiçá ao vento
Ou quiçá à boca miuda
Todos os versos ou os versos todos
Todas as palavras ou as palavras todas
Desse nosso poema de amor
Ou de uma paixão desvairada
Que só nós dois é que sabemos
O quão ele é plenamente intenso
Posto que o vivenciamos agora
Quão ele é impossivelmente eterno
Posto que ele é certamente finito
Porem desconfiamos profundamente
Que certamente ele se esconderá
Nos desvãos de uma saudade infinda
Vez que nesse nosso então
A nós nos enche de contentamento
E de um inenarrável prazer sem fim.

Montes Claros, 18-10-2012

RELMendes         

Nenhum comentário:

Postar um comentário