sexta-feira, 12 de abril de 2013

Volúpia


(Apenas versos de um contador de causos)




Oh! Beija-me agora
  (Como o fizeste outrora!...)
Ainda que me core a face
O rubor do contentamento...,
E brilhem-me os olhos
Como os de pombos saciados
 (Junto aos cursos d´ água)
Que se rejubilam ás ciliares margens,
Na relva fresca... 

Oh! Beija-me agora...
  (Como o fizeste outrora!...)
Ainda que só
Por mais uma vez ainda...
E ledo, ( no remanso de tua saliva doce)
Deleitar-me-ei  no perfume de alvos lírios
Que de teus molhados lábios de mel, exala!...

Oh! Beije-me agora,
  (Como o fizeste outrora!...)
Antes que a paixão de Eros
Cegue-me a visão de teus escarlates lábios – romã,
 (Que para meu coração, vê-los é sempre dia de festa!)
E a saciedade da ânsia de meus desejos
Silencie a poesia desses meus voluptuosos versos...

Oh! Beija-me agora
Como o fizeste outrora,
E...basta!

Montes Claros (MG) , 11-04-2013
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domingo, 7 de abril de 2013

O perfil da juventude em mim



Apenas um moço do interior
Isso era fato em mim
Posto que moço feito de quintais
E jardins de rolinhas e hortaliças
Mas que pensava viver cidade
Bordada de madrugadas envolventes
E de dias laboriosos enfim

Apenas um moço do interior
Isso era fato em mim
Mas moço que vivia mente alhures
Posto que se perdia em ouvir
As bachianas de Vilas Lobos
E se inebriava ao som
Dos Beatles e dos Rolling Stones
Quando não se pegava
Nas asas da imaginação
A caminhar displicentemente  
Pelas calçadas das avenidas
Dos Champs Élysées
Da luminosa Paris
Da iluminada Edith Piaf
Que tanto encantava a mim  

Apenas um moço do interior
Isso era fato em mim
Moço que fez a hora acontecer
E chegara á Sampa empregadora
De mala e cuia
Sem lenço nem documento
Mas cheinho de esperança
E com muita disposição ao trampo
Pra realizar seus tantos sonhos
E tudo mais enfim

Montes Claros (MG), 17-09-2007

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quarta-feira, 13 de março de 2013

VAZEI!...



Vazei...
Para não ver manipuladas:
A liberdade de ter passado,
A alegria de viver o presente
E a felicidade de sonhar futuro.

Vazei...
Para esvaziar-me
Da ânsia do possuir...
E lançar-me em busca
Da serenidade do ser.

Vazei...
Para conviver
Com a humanidade.
E para partilhar esperança
Com os generosos e carentes.

Vazei...
Para evitar
A quase inevitável
Perda da luz interior
Que me faz ser.

Vazei!!!
Para demarcar o território
Da minha dignidade...ora!

Montes Claros (MG), 15-11-2011
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um Arcanjo escritor




Não é sandice afirmar:
Quem calaceia desavisado
Pelo Corredor Cultural...  
( lá no fundo da Matriz)
Corre o feliz risco
De se defrontar por lá
Com um Arcanjo escritor,
Cujo nome é Raphael Reys!...

Esse escritor Arcanjo
Esbanja, sem economias,
Discretos sorrisos acolhedores
A todos os viandantes da praça,
Cumprimentando-os sempre
Com generosa gentileza...

E depois de orvalhar
De ternura o ambiente,
Se esvai, sutil e sereno...
A fim de se reabastecer
De divinal inspiração...
Para compartilhá-la
Prazerosamente
Com todos os que
  (ansiosamente)
Esperam o seu retorno
A cada novo alvorecer!...


Montes Claros (MG), 20-01-2013
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sempre ao amanhecer





Para eu me deleitar por inteiro,
Basta-me só um pouquinho de amanhecer...
Mas pra eu me extasiar completamente,
Preciso esparramar o olhar sobre a aurora,
E contemplá-la rasgar a longa saia estrelada da noite,
Que, desavergonhada, se permite violentar...
Pelo alumiar do dia...

Montes Claros (MG), 01-02-2013
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Realejo encantado




Realejo!... Realejo!...
Quantos acordes deste
Aos meus roubados beijos...

Realejo!... Realejo!...
Agite-me novamente a alma...
Com teu melancólico solfejo,
Pra que eclodam as sementes
De minhas doces lembranças...     
A exalar um intenso cheiro
De todas as minhas saudades...

Realejo!... Realejo!...
Libera só mais uma vez
Teus inefáveis mantras melodiosos...
Pra sei lá!...
Virem à tona!... À memória:
Todas as lembranças gostosas d`outrora!

Ah! Toca!... Solfeja!... Assovia!...
Ó indiscreto realejo,
Porque quero saber agora
Com quem me lambuzei de amores outrora...

Oh! Instigante realejo,  
Ao som dos teus melódicos acordes...
Tudo o que foi ainda... é!
E tudo o que está por vir
Já me envolve com o perfume...
Que exalará dos cheirosos futuros amores...

Montes Claros, 22-01-2013

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Colares ornados de verdes mares

(Mimo á cunhada Cida Colares Mendes)


-“Colares” há, aos montes:
Uns extravagantes, pois brilhantes á beça
Outros opacos ou assaz transparentes
Até os de neon absolutamente reluzentes!

-Mas “Colares” verdes...verdes pra valer,
Que nem os mares de minha terra distante
(Fortaleza Ceará Brasil)
Só os ornados com os verdes olhos da Cida...
Que além de limpidamente verdes, a olhos vistos,
Assaz sedutores e sobremaneira envolventes...
Que bem o diga meu irmão Carlinho.
(Carlos Mendes na verdade!)
Pois logo ao espiá-los frente a frente outrora
Apaixonou-se profundamente por sua Cida
E sem hesitar mergulhou em seus verdes
Olhos encantadores bem como em seu coração
(amoroso e valente)
Sem a menor pretensão de lá emergir nem hoje
Nem amanhã nem tampouco, jamais!

RELMendes – 22/01/2013