segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A cotovia dos Claros Montes!

(Um mimo à minha amiga, Liege Rocha!)




Vez por outra...
Mas, só vez por outra!...

Inesperadamente...
Assim como flor de primavera,
Uma cotovia pousa
Na soleira do meu solar,
E canta!... Solfeja!... Assovia!...
E fascina a vizinhança inteirinha.

Vez por outra...
Mas, só vez por outra!

Inesperadamente...
Ela se abeira
Com um violão embaixo do braço,
E é só alegria!...
Porque canta!... Solfeja!... Assovia!...
E a todos encanta!...

Vez por outra...
Mas, só vez por outra!

Inesperadamente...
Assim como uma cotovia encantada,
Ela se põe a cantar... a solfejar... a assoviar,
E a inebriar a todos...
Porque isto, o faz desde criança!...
Portanto, pra cantar...
Com ela não há se´s,
Todavia, sobram si’s e bemóis:
Dó... ré.. mi.. fá.. sol... lá... si... dóoo!

Vez por outra...
Mas, só vez por outra!

Inesperadamente...
Ela voa...
Desaparece,
E se esconde!...
E nós cá ficamos...
Com uma saudade louca dela!...

Montes Claros (MG), 17-08-2013
RELMendes


O voo do canarinho cantador!

(A Tino Gomes, o canarinho cantador do sertão)



O nosso canarinho cantador do “sertão”
Espantou-se sutilmente...
E voou... voou... voou...
Pra outras plagas bem distantes,
Por causa do seu oficio de admirável Menestrel,
E partiu... deste amado agreste norte mineiro
Pra derramar sua arte pelo mundão afora...
(Nos palcos da vida e da imensurável mídia).

 Voa... Voa... Voa...
Ò canarinho cantador deste amado “sertão”!...
Voa... Voa... Voa...
E vá, em busca donde soltar... tua voz melodiosa,
E o teu gracioso cantar...

Oh, alces o teu voo ledo,
De canarinho cantador do “sertão”
Por ai afora...
Porque simplesmente
A estrada...
E as estrelas são tuas!...

Mas, como vez por outra
Costumas voltar ao teu ninho,
Deixaremos as portas da tua casa sempre abertas
  (Sem nenhum alçapão)
À espera de tua volta,
Que costuma sempre ocorrer
A cada linda primavera...

Montes Claros (MG), 28-07-2011
RELMendes

O Joba de “Pasárgada”!

                     (João Batista de Almeida Costa)


-Sereno!... Esguio!... Observador!...
Surpreendentemente...colhedor,
E espantosamente,
Generoso e envolvente...
E com aquele jeitinho... sorrateiro,
De catrumano...curioso,
Que só ele tem... Joba surgiu
Como inesperada flor de primavera...
Prá dar existência e sustança
À imaginária “Pasárgada”
Do “Grupo de Teatro do Plínio Ribeiro”...

-Para tanto, então,  Joba
- Vestiu-se de poesias diversas...
- Fartou-se de gestos tantos...
- Fantasiou-se de hippie, de “Zumbi”
E de outros tantos...personagens,
- Enfeitou-se de sonhos muitos...
- Arregimentou outros jovens talentos,
- Fez-se um, com todos os demais atores...
- Bordou-se de amizades...duradouras,
Com cada um...e  com todos os membros
Desse nosso “querido grupo”...
Desde o primeiro momento...
E para todo o sempre...

-Esse é o Joba, cofundador
Do Grupo de Teatro “ Pasárgada”...
Porque ele se fez presença ali desde o seu início:
- “Nós, você e Manoel Bandeira” (1970);
- “Vomupopono” (1971);
“Pasárgada Canta Zumbi” (1972);
- “Milenbra Pasárgada” (1973);
- “Missa Leiga” (1974)  
E “Fernando em Pessoas” enfim...
-E por que ele fez TEATRO...com a gente, 
Ele, o Joba, é e sempre será  
A “Estrela da Manhã”... Da gente!...


Montes Claros(MG)-06-09-2013
RELMendes, o Paiê!...


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O mar, a mulher...e o luar!


-Logo após o crepúsculo
A passos lentos e suaves
Que acariciavam a morna areia
 Uma bela mulher despida
Caminhava...caminhava...
Displicentemente...nua
Pela vastidão da orla
Beijada pelo mar
Prateada pelo clarão do luar
E aparentemente deserta

-Mas tão distraidamente nua
A bela mulher caminhava
Pela orla aparentemente deserta
Que nem percebia sequer
Que o mar...a noite...e o luar
A espiavam...sorrateiros,
Perdidamente enamorados...
-E portanto se perderam em muitos
Porquês e em incontáveis
Tergiversações enfim:

-O que buscaria tão displicente
Essa bela mulher nua?
-Ora!Quem saberá dizê-lo
Senão ela mesma?!

-Então face tamanho encantamento
O crepúsculo se recolheu aborrecido
A noite estrelada ainda que indignada
Se impôs majestosa e invejosa
O luar se prateou fascinado
E pôs-se a alumiar-lhe
O colo macio e atraente
De seus exuberantes seios.
O que ensandecera o mar ciumento!
Então ele se alvoroçou
Em vagalhões enormes
E a cascavilhar...
(Em suas profundezas...)
Ostras perolas e mais perolas,          
Pôs-se a debulhá-las
A fim de tecer à bela mulher nua
Um precioso colar de raras perolas
Para seduzi-la...por inteiro,
Antes que o luar abusado
O antecedesse em tal feito.

-Entretanto... Ofuscar imediatamente
O intenso brilho do envolvente luar
Tornara-se para o mar no momento
O seu incontrolável tormento.
Mas que despautério!
Quanto tempo perdido!
Mal sabia o mar
Que para seduzi-la
Bastar-lhe-ia apenas
Ofertá-la as brancas espumas
Borbulhantes...com as quais
De instante em instante
Ele orvalhava os delicados pés
Da bela mulher nua displicente  
Que ansiosamente se punham
A caminho em busca da liberdade

-Por isso a bela mulher
Distraidamente nua
Se enluarou despudoradamente
E simplesmente partiu
Sabe-se lá pra onde,
Sem dar satisfações a ninguém.  
  
Montes Claros (MG), 20-10-2015
RELmendes  

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Que o Novo Ano seja bem-vindo!...


Se apressado está em partir o Velho Ano,
Que a agonizar, ligeiro,
Consome seus derradeiros momentos
 Até se esvair... no tempo...
Então, acolhamos jubilosos
Os primeiros instantes do Novo Ano
Que generosamente
Ofertam-se sem avareza!
E que o Novo Ano (2014) nos amanheça:
Cheios de vida,
(MUITA SAÚDE, PRA DAR E VENDER!)
Repletos de esperança,
 (MUITAS REALIZAÇÕES A VISTA!)
Empanturrados de alegria e felicidade,
(PARA ACOLHERMOS A TODOS!)
E orvalhados de ternura e amor
(PARA POVILHARMOS O MUNDO INTEIRO!)


FELIZ ANO NOVO!

Montes Claros (MG), 17-12-2013
RELMendes