terça-feira, 10 de junho de 2014

Prece ao Pai Celestial



Pai Celestial de todos nós,
Neste lindo amanhecer
Quero louvar-te, glorificar-te, bendizer-te
E agradecer-te por mais este dia de vida.
Concede Senhor, a mim, a meus amigos
E, sobretudo, aos meus inimigos,
Muita paz e luz abundante,
Calma suficiente para aplacar a nossa ira,
Palavras doces para não atiçar a fúria das brigas,
Um sorriso gostoso que nos enfeite as faces
Com um semblante generoso e bondoso,
E, daí-nos, também, ó Senhor,
Um coração bondoso e acolhedor
Semelhante ao teu, porque és manso
E humilde de CORAÇÃO.
E por fim, livrai-nos da inveja
Que é a cárie de nossos ossos.
Amém!

Montes Claros (MG),03-06-2014
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

NOITES SERTANEJAS


Por que deslumbram tanto?


Ah!  Talvez...
Porque as estreladíssimas noites do sertão
Alumiem-se de clarão de luar...
Perfumem-se de hálito de flores silvestres,
Vistam-se de brisas, ora quentes ora refrescantes,
Alegrem-se de ruídos de crianças irrequietas...
Enfeitem-se, logo após o crepúsculo,
De encantamento de belas mulheres no cio...
        (ora... pois, pois!)

Ou talvez, por que...
Musicalizem-se de sons de cantares seresteiros,
E de acordes melodiosos de violas plangentes...
Inebriem-se de suspiros de amor
E de sussurros apaixonados,
E por fim...
Bordem-se de desejos de amor ardente,
Que sempre nos fazem borbulhar
De tanto deslumbramento.

Ah! Sei lá por quê!
Eu só me deslumbro,
Ora...pois!

Montes Claros (MG), 16-05-2014
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

DAS APALPADELAS TERRENAS À LUZ DIVINA



Apalpo coisas pelos vãos e desvãos
Do espaço escuro que se antecipa
A meus passos incertos e lentos.

Tateio pela escuridão feita do breu de noites    
Sem fim, sem crepúsculos,
E, sobretudo, sem alvoreceres radiantes.
Aqueles belos alvoreceres que contemplei outrora,
E que talvez não os contemple mais por aqui.

Contudo, meu alento é que sei
Que os contemplarei novamente
  (Muito mais radiantes ainda!)
Lá pelas bandas da eternidade...

Montes Claros (MG), 03-06-2014
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

OS OLHOS D’ALMA ENCHERGARÃO A LUZ!


  (novamente...ora, pois!)


Com o passar do tempo
Turvam-se as vistas, luzeiros do corpo,
Então, (lentamente ou de súbito!)
Apagam-se...
Os alvoreceres radiantes...
Os crepúsculos incandescentes...
Os luares prateados,
Os lusco-fuscos das estrelas,
Os pisca-piscas dos vaga-lumes encantados...
E tudo se faz sombras, fog londrina,
Nevoeiro denso e intermitente,
É como se fora um suplício eterno...

Mas, inesperadamente...
Os candeeiros d’alma de fé se acendem
E alumiam-nos a sagrada memória
E o coração esperançoso, morada do “Divino,”
Onde se escondem e se aninham
  ( pra sempre)
As lembranças das cores esplendorosas das rosas,
Da beleza do voo dos colibris azuis...
Da ternura do sorriso de crianças dormindo,
Do resplendor da aurora a espantar a noite vadia...
E ai...então, um inenarrável silêncio de amor eclode
E nos faz transbordar de esperança e de alegrias tantas...
E tudo se faz luz, novamente!

Montes Claros (MG), 02-06-2014
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