" ...E tento poetizar profundamente as saborosas e indescritíveis emoções... Já intensamente vividas outrora!..." (RELMendes)
sexta-feira, 6 de junho de 2014
DAS APALPADELAS TERRENAS À LUZ DIVINA
Apalpo coisas pelos vãos e desvãos
Do espaço escuro que se antecipa
A meus passos incertos e lentos.
Tateio pela escuridão feita do breu de noites
Sem fim, sem crepúsculos,
E, sobretudo, sem alvoreceres radiantes.
Aqueles belos alvoreceres que contemplei outrora,
E que talvez não os contemple mais por aqui.
Contudo, meu alento é que sei
Que os contemplarei novamente
(Muito mais radiantes ainda!)
Lá pelas bandas da eternidade...
Montes Claros (MG), 03-06-2014
RELMendes
quinta-feira, 5 de junho de 2014
OS OLHOS D’ALMA ENCHERGARÃO A LUZ!
(novamente...ora, pois!)
Com o passar
do tempo
Turvam-se as
vistas, luzeiros do corpo,
Então, (lentamente
ou de súbito!)
Apagam-se...
Os alvoreceres
radiantes...
Os crepúsculos
incandescentes...
Os luares prateados,
Os
lusco-fuscos das estrelas,
Os
pisca-piscas dos vaga-lumes encantados...
E tudo se faz
sombras, fog londrina,
Nevoeiro denso
e intermitente,
É como se fora
um suplício eterno...
Mas, inesperadamente...
Os candeeiros
d’alma de fé se acendem
E alumiam-nos
a sagrada memória
E o coração
esperançoso, morada do “Divino,”
Onde se
escondem e se aninham
( pra sempre)
As lembranças
das cores esplendorosas das rosas,
Da beleza do
voo dos colibris azuis...
Da ternura do
sorriso de crianças dormindo,
Do resplendor
da aurora a espantar a noite vadia...
E ai...então,
um inenarrável silêncio de amor eclode
E nos faz
transbordar de esperança e de alegrias tantas...
E tudo se faz
luz, novamente!
Montes Claros
(MG), 02-06-2014
RELMendes
quarta-feira, 4 de junho de 2014
SONHOS ESTRAMBELHADOS
De
esguelha, sonhos volteiam-me...
E
volteiam-me de ilusões brincalhonas:
Enxotar
o crepúsculo decadente
Para
que a noite se achegue bem alcoviteira;
Acender
as estrelinhas do firmamento
Para
enfeitar as asas das mariposas solitárias;
Beber
água de sereno em taças de bromélias encantadas
Para
embriagar-me de loucuras de amor;
Espiar,
sorrateiramente, (com imensa inveja!)
As
carícias abusadas dos namorados
Pelos
desvãos escuros da madrugada enluarada;
Apagar
o alvorecer antes que a noite se espante...
E
, sobretudo, reter o tempo dos desfrutes da vida..
Ah!
E como se não bastasse,
Estou
sonhando em desparafusar a lua,
E
surrupiar-lhe o clarão do luar
Para
clarear a alcova de margaridas silvestres
Em
que me lambuzo de amor com a vizinha
Lá
naquele terreno baldio da adolescência traquina.
Montes
Claros (MG), 03-06-2014
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