terça-feira, 20 de maio de 2014

A MENINA DE SEU PAI



- Ó amada menina de seu pai
  Precioso presente
  Que Deus me deu
  Sempre sonhei contigo
  Chegaste...
  E logo o teu encantamento
  Fascinou-me
  Completamente!

- Ah!  Esses teus olhos
  Rasgados e sorrateiros:
  De menina de seu pai!
  São firmes ao se fixarem
  Em alguém ou em alguma coisa
  E entristecem-se quando te magoas
  Por algum motivo.
  São doces para pedir e amar
  E sempre expressam os desejos
  Que n’alma escondes.

- Ah! Essa menina de
  Seu pai tem um jeito
  De se fazer entender que é só seu
  Quer na obediência
  Quer nas danadices
  Nunca abre mão de seus desejos
  Pode até se calar mas não desiste
  Finge deixar-se enganar
  Mas é muito desconfiada e esperta
  Nunca aceita ser contrariada
  Desde pequenininha
  É metida a ser gente!

- Ah! Essa menina de seu pai
  Ama! Discute! Peleja!
  E aprende tudo com
  Rapidez e presteza.
  Mas só faz o que quer
  E quando não quer
  Indignada se esconde
  Por vezes até se deita
  Muito aborrecida
  Mas de repente espalhafatosamente
  Ressurge brincando a borboletear
  Por entre flores
  E hortaliças de seu quintal.
  Como se nada tivesse ocorrido. ora!

- Por fim ó amada menina de seu pai
  Agora presta atenção aqui
  Diz-lhe sorrir seu pai sonhador
  Foste acolhida com muita alegria...
  Porque desde há muito
  Eras esperada
  Foste desejada ansiosamente
  Porque teu pai sempre
  Sonhou contigo
  E és amada despudoradamente
  Porque teu pai te teceu n’alma!
  Vieste sou tudo e isto basta-me!

  Montes Claros (MG), 02-09-1980

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