quinta-feira, 22 de maio de 2014

Quimera,



(quase um nome de mulher!)

Ah! Era um grãozinho de esperança...
Que decorava de alegria
O jardim de minh’alma.
Desabrochou em sorrisos,
Vivacidade...e matreirice jocosa.
Olhos de pura alegria,
E de discutível inocência...
Mas brilhavam como uma estrela cadente.
E por isso, ainda hoje,
Alumiam-me a alma e o peito.
Sua inteligência curiosa e vadia,   
Desde bem cedo se deu a perceber.

Era a própria face
De um  futuro promissor
Que não pude presenciar
O encantador acontecer,
Porque  não a vi crescer,
E nem tampouco acompanhei
Seu lindo desabrochar
De menina moça ocorrer.
Só sei que é mãe,
E uma bela mulher.

Vicissitudes da vida,
Labirintos do destino,
Desencantos tantos
Forçaram-me a partir...
Então, só semeei ternos sonhos,
Mas não os vislumbrei florescer...
Pena!
E se bem me recordo,
Também não os pude colher.

Montes Claros (MG) 26-01-2012
RELMendes

 

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