quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Poeta, talvez sim!


-Mas, “idiotes”? Ah, essa não!...

-Se possível for...agora,
Prestem bem atenção:
- Por acaso...na terceira idade,
Estou a brincar de ser
Um poetinha passarinho.
- Mas, sou, na realidade,
Um ser político...antenadíssimo,
Desde a minha concepção...
Ora, bolinhas de sabão ao léu!

-Viva a democracia...
Viva a liberdade de expressão!

-Gente! Não é só por que faço
Alguns singelos versinhos...
Que sou...tão-somente,
Um poetinha sonhador,
Ou um visionário alienado...
Ou, quiçá, ainda quem sabe um “idiotes”,
Na verdadeira acepção da palavra:
”Aquele que só pensa em si mesmo...
E que, portanto, abster-se...de fazer política,
É tudo que ele almeja, enfim”.

- Não é só por que me utilizo...
De algumas metáforas ...
E de alguns eufemismos
Em meus singelos versinhos...
(Para minimizar, neles, a acidez
Do meu imenso e declarado repúdio
À grosseira e fétida corrupção...
Que... desavergonhadamente,
Grassa por aí afora...aloprada,
Do Oiapoque ao Chuí,
Pelo país inteiro, enfim!)
Que eu mereça ser alcunhado de “idiotes”...
Ou de qualquer outra coisa assim.
Ah, não, mesmo! De jeito nenhum!

-Pois, então, saibam...todos,
Que...verdadeiramente,
Sou um cidadão, totalmente, consciente,
Sou um cidadão, definitivamente,
Comprometido, com o acontecer
Do bem comum...sempre.
E saibam todos, também, que na hora certa:
- Estarei lá na urna para votar,
- Estarei , também, lá nas praças públicas...
Se necessário for, para protestar
Contra o funk da canalhice política...
Que prolifera que...nem erva daninha,
Por esse paizão de meu Deus afora... 
Isto, porque sou um cidadão consciente,
E tenham por certo, que disto,
Não abro mão... Jamais!

-Viva a democracia...
 Viva a liberdade de expressão!

-Ora! Se trago...comigo, na mente e nas mãos,
O meu preciosíssimo voto,
Direito de todo cidadão,
E se, no corpo, transporto a disposição
E a coragem...desmedidas,
De ir às ruas das cidades do meu país...
Para protestar gritando...em alto e bom som,
Juntamente com a multidão...revoltada,
A nossa justa indignação...contra a corrupção,
Então, provavelmente, eu devo ter, também,
A consciência de que cabe tão-somente a mim
Escolher políticos honestos e competentes...
Para me representar nos Três Poderes
Da República... Pois, não?!
-Eis ai, portanto, três excelentes ferramentas
Para assustarmos astutos políticos...
Para espantarmos potícos corruptos...enfim.
-Então, nada de votarmos em políticos,
Sem escrúpulos, em políticos descompromissados
Com os justos anseios do povo,
Nada de votarmos em políticos...safados,
Que só almejam surrupiar...o erário público,
Em detrimento dos interesses
Da sofrida população...

-Viva a democracia...
Viva a liberdade de expressão!

-Entretanto... Nunca me deixo levar
Pela euforia do momento,
Porque há que se saber lidar ou se precaver, Cautelosamente, de uma perigosa ameaça feroz:
- A DIREITALIZALÃO!!!  Ou seja:
- Dispor-se a retroceder e a ficar
À mercê do ganancioso poder econômico,
(Ah, essa não!)
- Sujeitar-se, novamente, aos desmandos
Do autoritarismo totalitário...
(Ah, essa não!)
- Oh, livra-nos desse mal, Senhor!  Amém!

-Viva a democracia...
Viva a liberdade de expressão!  

-Ah! Quero também esclarecer:
  (Como professor de História que fui,
Ora, pois, pois!)
- A corrupção não surgiu nem aumentou
Só agora, não!
Ela, a corrupção, desde há muito, séc XVI, sempre esteve ativa e bem escondida lá nos bastidores fétidos do poder.  Mas, hoje em dia, mesmo a contra gosto da corja de corruptos e corruptores de toda espécie, ela, a corrupção, está sendo forçada a mostrar à nação inteira,
sua safada cara suja.
Mas só a tem mostrado, porque tem sido forçada, mesmo.  Forçada, sobretudo, por nós que temos protestado pelas ruas, e, por certa parte da mídia – evidentemente que nem a Poderosa, nem aquel’ outras que todos sabem - que esbraveja, publica e cobra postura das autoridades constituídas... Senão, ela, a corrupção, persistiria  
como ainda insiste em permanecer oculta lá nos escombros dos bastidores da exploração das misérias humanas... Aonde ainda hoje agem, sorrateiramente, aos bandos,
Na calada da noite escura em breu...

-Viva a democracia...
Viva liberdade de expressão!

-Entretanto, não há que se negar que, aqui e acolá,
sempre ocorre, sim, algum certo surto de progresso.
Porém a sua publicização é muito maior que a realidade 
Já que, tão-somente, pouquíssimos, dele, se beneficiam.
Contudo, os políticos safados se utilizam muitíssimo da intensa propaganda do tal progresso, só pra besuntar os olhos desatentos do eleitor desenformado.
- E enquanto isso lá pelos bastidores do poder político, famintos de lucro fácil, os detentores do poder econômico fazem mil e uma falcatruas na calada da noite.
E NÃO D’OUTRA FORMA, juntamente com estes, também, alguns políticos sugam tudo o que podem das sagradas tetas de qualquer inconsequente governo, seja de que partido político for que esteja a dirigir o nosso país, como se tem observado desde a sua invasão pelos portugueses, em todos os âmbitos de quaisquer poderes, enfim...   

-Ora! São, a meu ver, esse maldito vício da corrupção e a ambição de mando, os verdadeiros causadores e responsáveis dessa enorme calamidade pública em que, nós brasileiros, nos entramos nesse nosso histórico então :

- Saúde Pública? Uma vergonha, um caos, um genocídio...

-Educação Pública? Está manipulada por pedagogos economistas...

-Segurança Pública? Ah! Essa é coisa miúda demais da conta pra atender as necessidades tantas...

-Déficit Previdenciário? Não é a LOA a sua causa...
 vez que essa, é benesse do Tesouro Nacional,
 e não do INSS!

-Choque de Gestão? HA... HA... HA...!
- Só acontece na merenda escolar,
  nos salários dos servidores da saúde,
  da educação e da segurança pública...etc

-Viva a democracia...
Viva a liberdade de expressão!

-Mas olha só ai nas ruas:
O povão brasileiro a protestar...
(Que beleza!)
O povão brasileiro que os políticos:
- Pensavam estar desinformado,
- Pensavam que não queria nem saber de nada,
- Pensavam que não estava nem ai pra nada,
- Pensavam que ele, o povão,
só se preocupava com o “circo”
 que lhes é ofertado pelos poderosos...
- Pensavam que, ele, povão,
nem se preocupava tampouco
com o “Pão Nosso” de cada dia:
Transporte, Educação, Saúde, Segurança...

- Mas, em que pese a desinformação dos...velhacos, Políticos...safadíssimos,
Olha só o povão aí nas ruas das cidades...gente!
Vejam, então, que eu e o povão estamos atentos, 
Portanto, não queiram nos atordoar,
Porque somos cidadãos brasileiros,
E amamos esta pátria mãe gentil
Que...contente, Sorrindo, nos pariu!

Viva a democracia...
Viva a liberdade de expressão!

-Pois é!... Como se pode ver...
Após tão longa explanação,
Em que pese ser eu
Um poetinha passarinheiro...
Um poetinha...a mente em nuvens,
Ou talvez, mesmo,
Um poetinha sonhador,
  (Visionário, até!)
Mas, estou sempre atento...à POLÍTICA!
Então, como ser um “idiotes”? Ah, essa não!
Isto é uma falácia sem tamanho!
Porque estou sempre atento...a tudo!
Portanto, isto posto, não há que se tripudiar
Sobre o encantamento que permeia
A inspiração desse  poetinha...brejeiro, Pô!

-Mas viva a democracia...
Viva a liberdade de expressão!

  
Montes Claros (MG), 22/08/2016
RELMendes                

sábado, 27 de agosto de 2016

Quem sou eu?

-Eu sou apenas
Um passarinho...
- Ora sonso
- Ora serelepe
Que sempre foge
Espantado...
Se importunado
Por alguns curiosos...

-Ah! E que sempre
Refugia-se lá
Pelas bandas
Do detrás
De si mesmo,
Que deve ficar...penso eu,
No esconderijo
De seus versinhos
Singelos.

-Enfim, eu sou apenas
Um passarinho...
Ressabiadíssimo,
Que voa e voa
Até pousar
No aconchego
Macio de sua amada...
E fazer a noite bocejar
Arrepiada de inveja.

Montes Claros MG 04-05-2015

RELMendes   

sábado, 20 de agosto de 2016

QUEM VIVER VERÁ



De repente, é tão de repente
Que num piscar de olhos...
Ou como num suspiro do vento,
Pomo-nos diante de um outro perfil de vida
Que não mais aquele
Que nos era tão costumeiro outrora:

- As crianças cresceram... e foram-se embora,
Vez que seus quartos estão arrumados...
Pois já não há mais quem os bagunce
Como bem antigamente...

- As flores do jardim?
Ah! Essas feneceram...completamente,
Vez que as primaveras se apinharam em demasia...

-Os sonhos esbanjados aos montes,
Vez que não os amealhamos para o porvir...
Ora! Uns se concretizaram totalmente
Pois se fizeram belos Ipês floridos
A encantar-nos ainda hoje em dia...
Enquanto outros...turvaram-se
Ou foram tão-somente...
Coloridas bolhinhas flutuantes...de sabão,
Que nos enfeitaram os momentos
Difíceis da caminhada...

- A nossa paixão nos escapuliu pelas frestas do tempo,
Vez que escapulir sempre lhe é tão apropriado...
Pois não há quem a possa reter por toda vida...

- Ah! Mas o amor, entretanto, robusteceu-se em nós,
Vez que, nesse então, cá estamos nós sentadinhos
Nesse batentinho da porta da rua  
- Sem dizer uma só palavra sequer -
A contemplar o ciclo da vida fluir
E a perguntar-nos apenas com os olhos:

- Será que agora teremos um pouquinho de tempo
Só para nós?!

Montes Claros (MG) 30/07/2016

RELMendes

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A despedida final

( Epitáfio )

-Eu quereria que fosse singela
como meus versins...
Que ela fosse discreta
como o desaparecer dos passarinhos,
- Que sempre partem...sem alarde algum,
Pois quando se dá conta...pronto,
simplesmente, já se foram...há tempos,
simplesmente, já desapareceram,
sem nenhum bater de asas...insolente,
sem nenhum solfejo estridente sequer...
- Dizem que é porque morrem de flores,
e jamais de espinhos... -


-Ah! É bem assim...como os passarinhos,
que eu almejo partir daqui...
para o todo sempre...um dia,
sem assovio algum...
sem estardalhaço nenhum...
sem sequer um bater de asas enfim...

-É isso aí...tão-somente,
o que trago n’alma de forasteiro...na terra,
e no coração de poetinha...
passarinho em arribação...

-Ah! E se alguém perguntar por mim,
Ora! Diga-lhe que me fiz canarinho do reino,
e voei serenamente lá pras bandas de céu...
A discrição e o silêncio...
Honrar-me-ão e ao passarinho que fui em mim.

Montes Claros (MG) 13/07/2016
RELMendes 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

PAI...você merece parabéns todos os dias! - Assunto de Pai prá filhos e filhas...

Foto: - Marcelo Veloso Mendes Veloso

-Pai é um ser que ama, SABIA?!
Desculpem-me os filhos e filhas desinformados,
Mas o Pai de vocês, também, os ama,
Incondicionalmente,
Tanto quanto suas queridas mães os amam...
A exceção só confirma a regra geral, pois não?!
-Ora! Quem discordar de mim...
É porque certamente nunca foi Pai!
                                                                        
-Pai sempre é uma pessoa boa laboriosa zelosa...
Que deveria ser muito querida, SABIA?!
Porque Pai não sabe amar pelas metades...
Pai, por conhecer as manhas do mundo,
Às vezes se faz carrancudo e impertinente,
Mas é só pra evitar dissabores futuros
A seus amados pimpolhos...ora!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Pai não costuma, mesmo,
Debulhar lágrimas copiosas
Na frente de filhos, filhas...
Nem tampouco de quem quer que seja,
Só pra mostrar aos outros
 – quer estranho ou conhecido –
O quão ele os ama verdadeiramente!
Mas se duvidam de sua plangência,
Perguntem ao travesseiro dele!
Pois tão-somente eles...
O travesseiro companheiro e o Pai de vocês,
É que sabem quantas e quantas lágrimas rolaram
Todos os dias de sua vida de Pai...
Às vezes tão-somente porque ousaram dizer-lhe
Que seus filhotes não eram tão belos quanto ele dissera,
Ou por está tão embolado em mil compromissos feitos
Só prá satisfazer os caprichos pueris de vocês, SABIA?!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Pai, minha gente, ama...e ama
Tão completamente, seus rebentos,
Mas...tão completamente...mesmo,
Que ,simplesmente, não hesitaria jamais
Em dar sua própria vida...sem pestanejar sequer,
Para que suas amadas crias cresçam robustas,
E sejam sempre, felizes alegres e saudáveis...SABIA?!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Quem bem lê a alma silente de um Pai amoroso...
Certamente não lhe expropriará jamais
A imensa riqueza que há em seus belos sentimentos
Que...constantemente, exalam-lhe dos poros d’alma
E transpiram-lhe...bem discretamente,
De seu paternal coração manhoso, repleto de amor
E transbordante de sabedoria...SABIA?!
-Ah, isto ninguém pode negar...de maneira alguma,
Ainda que por aí e por ali haja quem...covardemente,
Tente desconstruir ou denegrir essa tão generosa
E insubstituível figura... A paterna!

-Então, ó caríssimos e queridíssimos...
Filhos e filhas da Mãe e do Pai também,
Se por acaso...quiçá, quem sabe por algum motivo,
Vez por outra seus caminhos...de filhos ou filhas,
E os dele, de Pai, se desencontrarem...no percurso
De suas caminhadas do dia a dia da vida,
Ora! Não se façam de arrogantes e ingratos...
Vez que agora já sabem... O quão são amados por seus pais, 
Pois só esta arenga de percurso não é justificativa...
Suficiente e aceitável,
Para que não incluam...só  por insensatez, o Pai de vocês
No lindo jardim de vossas saudades...
E tenho o dito!

Montes Claros (MG) 16/08/2016
RELMendes

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Se você quiser, eu lhe conto!

Hoje em dia só não sabe das coisas quem deliberadamente não quer saber.
-Pois, ultimamente, temos tido a fantástica oportunidade de nos informarmos, sem dificuldade alguma, sobre quase tudo do que se passa no vastíssimo universo do conhecimento humano e científico.

-Isto porque, sobretudo nesse então em que vivemos, as “medias” - como se diz no português de Portugal - têm sido sobremaneira generosas - até demais da conta – vez que com esse “tsunami” de informações que elas, as “medias”, hora nos fornecem, tomamos, facilmente, conhecimento de coisas, coisinhas e coisonas que outrora eram restritas
 tão-somente ao âmbito do conhecimento dos “experts” nos determinados assuntos, mas isso agora  findou.
Pois, hoje em dia, graças a elas, as “medias”, seja qual for o tema ou assunto, ele se disseminará imediatamente entre nós pobres mortais.  Pobres mortais, porquanto leigos em muitos assuntos. Assim, então, elas, as medias, nos dão a oportunidade de termos um tiquinho de conhecimento sobre muitas coisas que, até então, eram totalmente desconhecidas por nós.

-Portanto, confesso, sem pundonores algum, que vez em sempre me deixo seduzir por alguns assuntos com os quais elas, as “medias,”  me abarroam a mente de curiosidades, sem pena nem dó. Essa abusada e santa insistência de todos os meios de comunicação quererem de qualquer forma  publicizar tudo a todos, é para mim preciosíssima e muito bem-vinda.
Pois, sou muito curioso...ora! E em o sendo, o que sei já sei! E o que não sei desejo muito sabê-lo!

-Então, vamos lá! De há dois ou três anos pra cá, devido à insistência das “medias” em publicizar a noção de psicopatia e psicopatas, procurei me inteirar sobre o tal assunto em sites especializados e em entrevistas dadas, por “experts” no assunto, em programas como o “Sem Censura” de Leda Nagle, o“Consulta ao Doutor”  da RIT, e o “Encontro” da  Fátima Bernardes...
Então, descobri algumas coisinhas horripilantes acerca do assunto que penso serem de utilidade pública.

-Segundo a unanimidade dos entrevistados e dos sites pesquisados, a “psicopatia” não é doença. Tanto é que sequer consta no CID10 da OMS. Portanto não há como se tratar de um ou uma psicopata. Porque não sendo doença não há tratamento algum.
O psicopata nasce psicopata e morrerá psicopata. A psicopatia se desenvolverá nele a partir de 12 ou 13 anos de idade. E por onde ele passar deixará sempre um rastro de destruição. Tanto é que, no Canadá, quando presos, e diagnosticados como tal,  os psicopatas são colocados em prisões especiais para não acirrarem, com intrigas e outros defeitos de caráter que lhes são peculiares, a fúria e a rebelião dos criminosos comuns. Como vêem é um caso seríssimo. Não há como se entrar em acordo com um ou uma psicopata.
Quem puder, fuja de perto!
Quem não puder se livrar sozinho, peça socorro!    

-O psicopata ou a psicopata está mais próximo de nós do que imaginamos: - Em nossa casa, na casa do vizinho, no nosso trabalho etc etc etc... É preciso, entretanto, que se esclareça aqui, antecipadamente, que tão-somente psiquiatras e outros “ experts” habilitados no assunto, através de uma bateria de testes científicos, têm competência bastante para dar um diagnóstico seguro. Diagnóstico de leigo, nesse assunto, é balela sem fundamento.

- Guisa de curiosidade, mencionarei aqui algumas características de um ou uma “psicopata”:

-Eloquência: - Fala demais...porque acha que não tem que escutar nada, vez que não tem mais o que aprender.
Mas, cuidado! Pois nem todo tagarela é um psicopata. 

-Egocêntrico: - Porque só pensa em si mesmo. Para ele as outras pessoas são apenas objeto de sedução e de manipulação para atingir seus PERVERSOS objetivos macabros....

-Mentiroso por excelência: - A ponto de ser chamado, no ambiente jurídico, de o enganador de juiz... Quando desmascarado, fica feroz. Perigo à vista! 

-Sedutor: - Mascaram-se sempre, de bom rapaz ou boa moça; inflam-se de gentilezas e delicadezas ao aproximarem da próxima vítima ou vítimas...

-Manipulador: - Não hesitam jamais em surrupiar, das vítimas, tudo que possuam, quer espiritual ou material... Os psicopatas, portanto, são verdadeiros vampiros do alheio.

-Impulsivo: - Porquanto não tem projeto de médio e longo prazo, quer tudo imediatamente. Quando não o consegue, é tomado de tédio e fúria.

-Irresponsável: - A culpa, para ele, é sempre dos outros... Nunca assume a responsabilidade de seus atos. Daí deixar sempre um rasto de destruição por onde passa.

-Promiscuidade sexual: - Ponto marcante de seu mau caráter!

-Desumano ou PERVERSO: - Já nasce totalmente destituído de qualquer sentimento humano. Portanto, não tem remoço de nada de mau que tenha feito a outrem.
Certamente, a PERVERSIDADE  é  o pior de seus tantos  defeitos.

Enfim, nem os animais mais ferozes são tão perigosos quanto o tal psicopata!
   

Montes Claros – 13-02-2016
Romildo Ernesto de Leitão Mendes                  


domingo, 24 de julho de 2016

A DESPEITO DA FALTA DE ASSUNTO



-Às vezes...no passo a passo dos dias,
Perco-me em vazios tamanhos...
Que até a língua esse órgãozinho...insensato,
Ora bendito...porquanto abençoador,
Ora maldito...porquanto maldizente,
Aquieta-se mercê do nada em mim...
Pois nos desvãos dos desejos de minh’alma
Sedenta de teus gemidos de prazer
Nada nesse exato agora se alberga
De útil ou de inútil,
Que a possa fazer tremular...à beça,
Quer em bênçãos ou maledicências,
Já que em mim neste então...
Nada palpita...fremente, senão desejos...
Senão um coração...carente de tuas ausências
De teus chamegos de teus afagos indecentes
E totalmente desprovido...no momento,
De violino fagote trombone saxofone
Gaita ou quaisquer outros
Instrumentos musicais...
E a caminhar sem chão...quero-te!

-Mas se quiseres...enluaro-me, apenas!

-Ah! Pra te dá prazer não me delimitarei
Por nada desse mundo:

-Finjo até que estou alegre...tão-somente,
Mas quero-te agora!
-Faço como os passarinhos...
Reamanheço-me...cantando,
Mas quero-te agora!
-Toco qualquer bandolim ou algo do gênero,
Quem sabe um clarinete ou um flautim?
Mas quero-te agora!
-Faço aragem no céu dos céus...
Em busca de um punhadinho de estrelas
Para enfeitar-te os belos cabelos encaracolados
Totalmente embaraçados ao vento...

-Mas se quiseres...enluaro-me, apenas!

-E por fim de peito aberto rasgado lavado
Tirarei dele modinhas trovinhas algo assim
E as balbuciarei aos teus ouvidos sedentos
De palavras banais ou sussurros salientes...
Acariciar-te-ei muito...lambuzando-te
Com a ponta da língua...salivando,
O pescoço o ventre as orelhas arrepiados
Enquanto a estrebuchar ensandecido de amor
Na relva no jardim na cama ou detrás dos muros...
Urro gemo estremeço-me de calafrios suspiro
E...desleixadamente, encho-me de eternidades...

-Mas se quiseres...enluaro-me, apenas!

Montes Claros (MG) 24/07/2016

RELMendes

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A tramóia de um beija-flor safadinho... Mas até os beija-flores?

Apenas uma estorinha de nada...ora!

-Só pode entender
O que balbucio...cá comigo,
-Quem que...como eu,
É abelhudo...curioso e intrometido,
-Quem que...como eu,
For capaz de perder...tempo
Em bisbilhotar...por horas a fio,
Sem olhar no relógio...sequer,
Só pra ficar curiando...
No que possa estar ocorrendo,
Bem ali, em seu jardinzinho florido...

-Veja só, o que, não raramente, tenho visto e ouvido
em meu jardinzinho lá no fundo do quintal:

 - Ainda outro dia mesmo...
Sem ser percebido...de forma alguma,
Vi...com os olhos d’alma sem véus algum...
E juro que, também, ouvi...com minhas orelhas de abano,
E com os tímpanos do meu coração sensível...
Um tal beija-florzinho brejeiro...bem safadinho,
Que - Em se sentindo mesmo o tal,
Porquanto belo e ternuroso -
Dava-se ao luxo de abarrotar...
Com seus lenga-lengas ternurosos,
As orelhinhas das florzinhas do meu jardinzinho,
Dizendo-lhes a cantar...
Enquanto saboreava-lhes o mel vital:

-Ó...encantadoras florzinhas cheirosinhas...
Desculpem-me, mas, estou invadindo
O vosso espaço existencial...
Pois, como eu não sou daqui,
Nem dali...e nem tampouco
De lá acolá...
Então, tenho por conta, cá comigo mesmo,
Que sou de todos os jardinzinhos do mundo
Aonde eu as possa encontrar...ora!

- Irrequieto, ansioso e veloz...
Ele...o beija-florzinho safadinho,
Pensou consigo mesmo:
Ah! Se essas florzinhas docinhas e cheirosinhas...
Caírem no nesse meu blá...blá...blá,
Ou minha lábia de cameló sedutor...
Ai ai ai...minha tramóia, então, dará certinho...
E aí, então: - Eu creu...no mel delas!

-Sem hesitar, ele, o beija-florzinho safadinho...
Para tão-somente entreter, distrair e impressionar
As cheirosíssimas  florzinhas docinhas,
- Enquanto, sugava-lhes o mel vital -
Forjou alguns rodopios mirabolantes...
Tentou até solfejar alguns bemóis maviosos
Com seu canto quase inaudível de duplo som,
Arrancou penas de suas asas esvoaçantes
Ao voar e voar tão rapidamente...
E fez mais o diabo a quatro pra seduzi-las enfim...

-Perguntei-lhe então:

-Mas... Senão havia outro interesse...
Que não o de surrupiar o mel vital das florzinhas,
Por que, então, tanto atabalhoamento...
Oh, seu beija-flor abelhudo?

-Então, ele empurrou-me essa resposta aqui:

-Ah, simplesmente, porque eu não queria
Despedaçar-lhes os coraçõesinhos perfumosos...
Ao revelar-lhes que meu único desejo era, tão-somente,
O de surrupiar-lhes o saboroso mel...e nada mais!

- Pois é!...  Pensando bem...não fora de toda vã essa parafernália
De performances beija-florzeiras...porque:

Ah! Elas...as florzinhas, enamoradíssimas,
Rindo-se de dentro pra fora...
Exalaram-se em perfumes...de todos os aromas,
E perderam-se em estado de poesia...viu só?!

Montes Claros (MG) 20/07/2016

RELMendes(Romildo E L Mendes)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

É bom sabermos que um verdadeiro ritual, interior e exterior... sempre precederá ao passeio de uma idosa, ou de um idoso...


-Ora! Pessoalmente eu acho que, de maneira alguma, se pode esconder ou guardar só para nós, quer numa caixa de marfim bem lacrada...ou quer lá no caritó das velhas lembranças, aqueles bons ensinamentos – respeitar os idosos, ser gentil, ouvir mais e falar menos... - que um dia recebemos de nossos pais ou de outras pessoas sábias com as quais convivemos lá pelas estradas de nossas muitas andanças na vida...

-Portanto, ainda que esses bons ensinamentos tenham sido,
tão-somente, apenas aprendidos, mas não tão completamente apreendidos em profundidade, naquele exato momento do aprendizado...
É preciso proclamá-los, em alto e bom som, aos quatro cantos do orbis...
Porque, quiçá, aqueles bons ensinamentos, que se aprendeu naquele outrora...
além de evitar sofrimentos futuros a nós mesmos e, também, sobretudo a outrem...não importa quem,
poderão, também, até prevenir, ou amenizar sobremaneira,
nesse nosso então, ou no futuro vindouro,
as nossas intolerâncias, tão descabíveis... tão mal-aventuradas,
E tão profundamente deploráveis,
que, despudoradamente...não raramente,
as regurgitamos sobre os idosos, sempre  que nos defrontarmos, no cotidiano, com a lentidão deles...em tudo.


-Então...sem pundonores algum,
Vou remexer nos altares dos meus sagrados guardados...
Para contar-lhes uma historinha que penso ser de alguma utilidade:


-Um certo dia qualquer, lá no pretérito, num diálogo com minha mãe,  aprendi que devemos sempre convidar os idosos
para sairem...passear etc e tal. Porque lhes faz muito bem à alma, e pra auto-estima...nem se fala...ora! Pois têm ainda consigo, os mesmos anelos da juventude. E mesmo que seus corpos já não mais lhes obedeçam, tão rapidamente, aos comandos de seus desejos ainda tão intensos...
Ah! Pois saibam: - Esses desejos juvenis ainda estão ali, neles,
tão visivelmente...perceptíveis, e  pululando, sem economias,
em seus escondidos quem deras...ora!

Mas, disse-me ela, também, que nunca se deve surpreendê-los
 – aos idosos - com o inesperado convite:
- Vamos sair agora?!
Porquanto, tal generoso convite pode deixá-los...
por demais constrangidos, devido suas inúmeras dificuldades
de se preparem agilmente para sair, não importa pra onde. E aí, então, o desencanto, indubitavelmente, ser-lhes-á maior que a alegria de terem sido convidados a passear...

-Olha só um pedacinho do nosso proveitoso diálogo:



-Bom dia, mamãe!  O dia está tão bonito.
Vamos passear um pouquinho?

-Sem desfaçatez alguma, ela me retrucou:

-Ah, meu filho, hoje não!

-Ainda que, correndo o risco de aborrecê-la,
Insisti: 

-Mas por que não mamãe?
A senhora precisa sair um pouquinho...
Tomar um tiquinho de sol...
É vitamina D, né não?!
E caminhar, só lhe fará bem...ora!

-Sem hesitar, ela disse-me:

-Sim...eu sei! Mas já disse que hoje, não!
Meu filho, quando você envelhecer,
Então saberá que, para uma idosa, ou idoso,
Sair de casa para passear
É muito complicado...ara!

-Mas, continuei a cutucar a onça com vara curta:

-Complicado por que mãe?
Depois a senhora reclama que a gente nunca
A leva a parte alguma...sô!

-Ela só meneou a cabeça, e disse-me :

- Meu filho, realmente eu preciso sair...eu sei disso!
Mas você precisa entender que para eu sair...
é, fundamentalmente, necessário...
avisar-me com pelo menos 24h de antecedência..ora!
Porque, aí então, eu terei tempo suficiente para:
- Tomar banho...e ficar cheirosinha;
- Lavar a barata - ( kkk influência da música: - “Pisa na barata!”...) - ; -  Escovar e fixar a dentadura com... - ( Ah, não vou fazer propaganda não!) - ;
- Pentear-me, com esmero, e ficar bonitinha;
 - Fazer minha maquilagem, e tantas outras coisas, enfim...

-Taí!... Sempre muito atabalhoado, na época, eu fui incapaz de captar a profundidade das dicas, tão úteis, que minha idosa mãezona me ofertara, graciosamente...
Que pena!
Se eu as tivesse entendido profundamente, quiçá, tivéssemos tido
a felicidade e oportunidade de passearmos mais vezes juntos...ara!
E tenho o dito!

Montes Claros (MG), 10/07/2016

RELMendes 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

SEMEANDO TRANSPARÊNCIA



-Ora,  mas que tristeza que nada!
De há muito, dei de ombros pra tristeza...
E deixei-me açoitar pelo vento da alegria,
Que vindo não sei lá de onde...
Conduziu-me...inesperadamente,
Aonde de há muito eu deveria estar:
- Nos galhinhos de uma macieira em flor,
Donde ansiosa minha amada me aguardava...
Para construirmos nosso ninho de amor...

-Mas quem de fora de mim me via...
( Quiçá alvoroçado, porquanto apressado,
Ainda que me visse rasgando os céus a voar
Ainda que me ouvisse chilreando solfejos maviosos
Ainda que constatasse com seus próprios olhos...
Derramando-me eu completamente de amor...) 
De pensar não haveria...jamais,
Que tenho...em mim, bem escondidinho...
Os mais lindos sonhos do mundo...

RELMendes  - MOC 04/07/2016